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Comitê #ReitorEleitoÉReitorEmpossado promoveu um debate virtual sobre os ataques do governo Bolsonaro às Universidades

30 de abril de 2021

Imprensa ADUR-RJ

 

A ADUR-RJ, o Sintur-RJ e o DCE da UFRRJ, que compõem o Comitê #ReitorEleitoÉReitorEmpossado, realizaram, no dia 29 de abril, mais um debate sobre os ataques do governo federal à autonomia universitária, bem como a defesa da posse do reitor eleito pela comunidade acadêmica da UFRRJ, professor Ricardo Berbara.

 

Estiveram presentes no encontro a mediadora Professora Elisa Guaraná; o diretor da ADUR-RJ, prof. Marcelo Fernandes; a coordenadora do Sintur-RJ, Ivanilda Silva; da professora aposentada da UFRRJ, Lucilla Augusta; do diretor da Fasubra, Marcelino Rodrigues e da diretora do Diretório Acadêmico de Geografia, Beatriz.

 

O diretor da ADUR-RJ, Marcelo Fernandes, destacou o papel do comitê. “É fundamental mantermos estes debates como um espaço democrático para agregarmos ideias no sentido de construirmos um plano de ação para enfrentarmos os ataques do governo fascista de Jair Bolsonaro as Universidades Públicas”, afirmou ele.

 

Para a coordenadora do Sintur-RJ, Ivanilda Silva, a expectativa é de muita resistência e luta para frear as tentativas do governo de corte de direitos e desmonte de serviços públicos. “Não podemos permitir que a nossa autonomia universitária seja alterada. Temos que pressionar o governo para dar posse ao escolhido pela comunidade acadêmica para reitor da UFRRJ”, declarou.

 

A primeira debatedora, a professora aposentada da UFRRJ, Lucilla Augusta, destacou os ataques do governo federal nas Instituições Públicas de Ensino Superior. “Estamos vivendo um momento de destruição do Estado Brasileiro, das Instituições Republicanas, entre elas, a da educação e saúde pública. Então as universidades como outras Instituições Públicas não estão isoladas pois são compostas de gente que estudam, trabalham, aprendem, e ensinam os impactos da pandemia e dessas “novas e velhas políticas” que excluem e discriminam as pessoas de acordo com critérios que valorizam ter ou não internet, equipamentos adequados, energia elétrica, moradia. Enfim, direitos que não podemos esquecer em nome da nossa própria humanidade”.

 

O diretor da Fasubra e professor da UFPA, Marcelino Rodrigues, destacou que existe na UFPA o mesmo movimento criado na UFRRJ em defesa do reitor eleito. ” O governo fascista de Jair Bolsonaro   escolheu o terceiro colocado que teve apenas 5% dos votos da comunidade acadêmica da universidade da Paraíba. Por isso, estamos participando do fórum com reitores e entidades de classe na tentativa de reverter os ataques do comandante do  Palácio do Planalto nas universidades públicas. Seu principal alvo é criminalizar a ciência, a pesquisa e o ensino, pois sem este tripé o país perde a sua soberania, independência e se torna uma nação subordinada aos interesses internacionais.

 

É importante frisar também que as investidas contra a nossa autonomia universitária estão intimamente ligadas aos projetos autoritários promovidos pelo governo Bolsonaro que não admitem o contraditório, e por isso, tentam impedir o pensamento crítico dentro das universidades. Temos que trabalhar na formação de uma frente ampla que seja capaz de barrar este projeto que faz parte da destruição de qualquer possibilidade da ascensão da classe trabalhadora”.

 

Sobre os ataques às universidades orquestrados pelo governo federal, a diretora do Diretório Acadêmico de Geografia da UFRRJ, Beatriz Silva Cuellar, ressaltou que “o movimento estudantil já alertava sobre as idéias diabólicas que estavam inseridas no programa de campanha do candidato Jair Bolsonaro. Um dos exemplos era o programa Future-se que colocava em xeque o futuro das universidades públicas e dos IFES. Um dos pontos mais obscuros era a entrega da organização da universidade às Organizações Sociais. O projeto previa que elas poderiam exercer atividades fim nas universidades, como contratação de professores, e gestão nas áreas de ensino, pesquisa e extensão, e não só na gestão de serviços. Esse absurdo era um passo para o fim da autonomia universitária. É importante destacar, também, que o presidente da República, Jair Bolsonaro, – numa tentativa de conseguir adesão ao programa – tem ignorado as listas tríplices na escolha de reitores das federais, e escolhido apoiadores do governo. Diante deste cenário, o movimento estudantil acredita que os valores da democracia e da soberania nacional são fundamentais na consolidação da defesa de uma universidade pública e gratuita.

Fascistas Não Passarão!

 


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