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Falta pouco; mas há perigos na abstenção (e ninguém solta a mão de ninguém)

26 de outubro de 2022

Imprensa da ADUR-RJ

Faltando poucos dias para a definição da eleição presidencial que acontece no próximo dia 30, a ADUR faz um apelo para que os professores, estudantes e técnicos administrativos da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro se engajem em campanhas, ao lado de familiares, amigos e nas redes sociais, para prevenir a abstenção eleitoral e o voto nulo.

Neste momento da campanha, os apoiadores de Jair Bolsonaro, dentre tantas mentiras, insistirão na tese de que “política não é importante, e que os dois candidatos, Lula e Bolsonaro, na verdade, são iguais”. É contra esse tipo de afirmação que precisamos estar em alerta e atentos, pois uma falsa narrativa correndo pela sociedade de que o Estado não tem “grande influência” no futuro de nossas vidas.

Existe um desejo das elites no Brasil, que sempre aparece em ano de eleição, de colocar a política como algo secundário, ou mesmo desimportante, como se fosse um detalhe na vida das pessoas. Isso serve para promover o distanciamento da população com relação às decisões tomadas por nossos representantes eleitos. Afinal, quanto mais alheios estivermos de Brasília, mais fácil será retirar nossos direitos à custa de um projeto de país essencialmente privatista, sem nenhuma ambição a não ser a venda completa do Estado brasileiro.

Como o ex-presidente Lula disse em uma recente oportunidade durante a campanha, “você até pode escolher não fazer política, é direito seu, mas não se engane: alguém estará lá fazendo por você”. Faltando poucos dias para a definição da eleição, muitos andam dizendo que a vida das pessoas não mudará, independente de quem sentar no Palácio do Planalto. Esse tipo de discurso interessa exclusivamente às elites do Brasil, cuja relação com Brasília move o sistema econômico nacional. É contra essa boiada que o Brasil precisa ir às urnas no próximo domingo (30), em defesa de um Estado que proteja os mais vulneráveis, oferecendo segurança, saúde e educação de qualidade.

A falsa paridade entre Bolsonaro e Lula, essa ideia de que tanto faz um ou outro, é um engodo que a ADUR vem à público denunciar. O que está em jogo nesta eleição é muito claro para nós: a democracia, a autonomia das universidades públicas (que têm sido atacadas por Bolsonaro, com cortes covardes no orçamento do MEC) e a sobrevivência do SUS. De lado de Lula, temos um candidato que defende a liberdade de expressão, a redução da desigualdade, e o fortalecimento das instituições da República; do outro, com Bolsonaro, um personagem relacionado com à violência contra as mulheres e o armamento, defensor da ditadura, do autoritarismo, e refém de uma agenda neoliberal que defende a desvalorização do salário mínimo, das aposentadorias e o fim dos descontos com despesas médicas e de educação no imposto de renda sem nenhum compromisso com os interesses do povo brasileiro.

O Brasil precisa estar atento às armadilhas e fake news que ainda devem surgir até o final do segundo turno, pois todas têm o objetivo de reduzir o ímpeto eleitoral dos brasileiros, enquanto a campanha bolsonarista se mobiliza nas redes sociais, se valendo da máquina pública para virar o jogo voto a voto. O bolsonarismo usa uma maquina de produzir fake news e se esconde em bravatas, se fazendo de vítima do STF.

Até o dia 30 de outubro, a  ADUR faz um apelo: esteja alerta, não deixe as pessoas, seus amigos, familiares, conhecidos, desanimarem com a avalanche de notícias falsas que serão criadas para atingir o ex-presidente Lula. O Brasil pode, e merece, um governo melhor do que este que aí está. A ADUR acredita em um Brasil industrializado, capacitado, com empregos de alto valor agregado, a partir do desenvolvimento da educação superior e da ciência. Um Brasil sem fome! Por essa e outras tantas razões, temos que eleger Lula.


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